No momento em que se expressam por métodos de figura…

admin | Cultura/arte | Quarta, 13 de Dezembro de 2006

No momento em que se expressam por métodos de figura… restauram a espécie consumida pela aculturação.

Ao precisar a mente do povo popular, encontramos conhecimentos distantes da realidade diária desse então popular povo. Sendo que o prospecto de definição dessa necessidade é encontrado tão e somente nas oportunidades de alguns poucos membros desse grupo social que as criam na gerência política de um povo não popular.
Obstante a todo esse caroço cultural, está o maldito povo marginal. Tendo a sua reza na bondade de conduzir a vida pela história, condensando a alma no equilíbrio da mente natural, buscando conhecimento com conhecimento, praticando a forma mais antiga de coordenação de uma comunidade no que tange a sua cultura, ou seja: a arte popular.
A arte popular brasileira tem um vinculo excepcional quanto a fisionomia nacional e é isso que palpa a capacidade de fazer arte nesse País. Um puro pluralismo, tão popular quanto a certeza do espírito.
Toda a forma de manifestação cultural pode ter uma embaixada, junto a narrativa da evolução do pensamento artístico. Mas, sem politicagem e sensacionalismo, contando ainda, com a importância incontestável do público, que deve saber distinguir fato de conjuntura. Não aceitando a imposição de protecionismo nas manifestações culturais, preservando e desenvolvendo trabalhos para a cultura do povo, e não para meia dúzia de biscateiros culturais. Lembrando da importância de não omitirmos ou termos receio do novo, do visitante seja o mesmo um soberano ou mesmo um plebeu.
Reafirmando a nossa filosofia cultural de convicção e decência, no direito étnico do nosso povo, fazendo intervenções urbanas em todas as produções de arte, tanto na estética como na representatividade da mesma perante a comunidade.
Todo artista é um político inato e naturalmente tem uma possibilidade de julgamento do mundo de forma diferenciada. Arte pelo povo e para o povo. Salão aberto nacional - concurso livre para monumentos públicos. Deixando claro que isso não é nenhum comportamento eloqüente.

O MOVIMENTO

admin | Cultura/poesia | Quarta, 31 de Maio de 2006

O fascismo é ambíguo no meu país
Ora perde o sentido da palavra
Ora aplica a palavra no sentido.
O fanatismo é ambíguo no meu país
Ora-vê o passado futurizado
Ora-vê o futuro passado.

O povo do meu país
Ouve o boato do homem
Ouve a voz do bicho.
O poder no meu país
Odre modéstia ao amanhecer
Odre vaidade ao anoitecer.

No meu país
Tem mar
Tem rio.

A miséria do meu país
Aborta o sentimento na alma
Aborta a vida no bucho.
A arte política no meu país
Aborda a sorte do povaréu
Aborda e enfada o poeta.

No meu país
Tem gente
Tem rio
Tem terra.

No meu país
Tem gente
Tem gente morrendo
Tem gente morrendo de fome!

No meu país
Não há movimento.
Há fome
Há esmorecimento.

No meu país tem mar, tem rio, tem terra
E tem muita gente morrendo de fome!

Autor: MAMS

Talher - Talher

???

admin | Cultura/poesia | Domingo, 28 de Maio de 2006

Quando é difícil reter o sentimento
Temos os olhos no clique do passado.
E crer na esperança do amor
É chorar de dor no futuro.

Quando é impossível encaminhar um sonho
Temos o coração apertado.
E crer nessa vida ausente
É chorar de dor no presente.

Impressões…
Expressões…
Implicações…
Exclamações!!!
Crises de
Existência.
E
Crases
Na alma.

Para tanto o difícil é remediar o lógico, e
Conhecer o desespero de conviver no código.
E nem tão santo ímpeto ser
Nem tão demo de medo viver.

Para tanto o impossível é não morrer no limo, e
Conhecer a piedade de renascer no cerrado.
E nem tão homem ausente de si viver
Nem tão bicho evidente em mim ser.

Impressões…
Expressões…
Implicações…
Interrogações???
Crases de
Existência.
E
Crises
Na cama.

Que se revela num pesadelo presente
De um passado indecente.
Que não consegue se libertar
Daquela mulher adolescente.

Que se altera nessa paranóia
De minha vida intermitente.
Que não enseja nada de nada
Dessa mulher adoidada.

Impressões…
Expressões…
Implicações…
Síntese
De sonhos, cerveja e liberdade de querer…

Autor: MAMS

Arte e Trabalho, preconceito notório

admin | Cultura/arte | Domingo, 28 de Maio de 2006

Em intento ao trabalho de se fazer arte, na concepção mais sublime do Ser, é para mim uma conotação distribuída entre o perto (junto) do Astronauta e o longe (distar) do mesmo.
Portanto a formatação de um determinado conceito, sem o devido respaldo da procura do conhecimento, é uma imbecilidade sem precedentes, respondendo a uma racionalidade maquiada pela sociedade nos deveres do cotidiano da comunidade. Ficando em detrimento toda uma história, bem como todo o processo cultural desse mesmo grupo. Visto que este mesmo preconceito, é deliberado inclusive entre os próprios artistas, bem como no mercado de arte. Se dando atualmente ao luxo de ostentar esta ambigüidade vertente ao antagonismo criado entre nós e por nós mesmos, sem qualquer motivo ou base centralizada em uma verdade do não proceder, do não ter ética profissional.
Seria muito mais produtivo ( a ficar vergando o focinho para a labutação de outrem ), criar “labor” e usar o tempo dispendioso para inventar arte. Cuidando assim da própria vida. Esparramando primor e fazendo o diferencial da arte individual, para a concernência da beleza do coletivo. O momento é único em determinado espaço e abrangente em outro. De tal sorte, que viva ( que felicidade ) termos diferenças.
Sabemos que toda a obra de arte, tem em si, um compromisso com a auréola do lugar. O lugar onde ela foi produzida é o pasto fértil do momento da criação, da inspiração, e o autor a sua ferramenta consecutiva. Seja o autor (artista) quem seja, vindo de onde vier: acadêmico, autodidata, curioso ou denodado. E o meu atributo maior, nessa condição de artista, é o fato de querer em um momento de sonho, dar qualidade de trabalho; pois é isso que tem importância. Qualidade e o amor ao fim dos afins.
Qualificando a situação das artes plásticas, e de sua influência na construção crítica do conhecimento cultural, bem como o seu gosto e sua prática. Já que o mercado é livre e soberano; o artista produz a sua obra direcionada ao público que ele por si elegeu. E cada um tem o seu momento e o seu espaço ( É uma convicção legitima para criar). O artista produz o triste; um artista produz o antigo; outro artista produz o modernismo; o artista produz o comercial: e seu público percebe qualidade em seu trabalho e da reputação. E com essa seqüência de raciocínio, estaremos verificando que o argumento de sucesso é a personificação do criativo, do verdadeiro e do decente. Ademais, a obra é um precedente para a envergadura de aculturação.

Autor: MAMS