No momento em que se expressam por métodos de figura… restauram a espécie consumida pela aculturação.
Ao precisar a mente do povo popular, encontramos conhecimentos distantes da realidade diária desse então popular povo. Sendo que o prospecto de definição dessa necessidade é encontrado tão e somente nas oportunidades de alguns poucos membros desse grupo social que as criam na gerência política de um povo não popular.
Obstante a todo esse caroço cultural, está o maldito povo marginal. Tendo a sua reza na bondade de conduzir a vida pela história, condensando a alma no equilíbrio da mente natural, buscando conhecimento com conhecimento, praticando a forma mais antiga de coordenação de uma comunidade no que tange a sua cultura, ou seja: a arte popular.
A arte popular brasileira tem um vinculo excepcional quanto a fisionomia nacional e é isso que palpa a capacidade de fazer arte nesse País. Um puro pluralismo, tão popular quanto a certeza do espírito.
Toda a forma de manifestação cultural pode ter uma embaixada, junto a narrativa da evolução do pensamento artístico. Mas, sem politicagem e sensacionalismo, contando ainda, com a importância incontestável do público, que deve saber distinguir fato de conjuntura. Não aceitando a imposição de protecionismo nas manifestações culturais, preservando e desenvolvendo trabalhos para a cultura do povo, e não para meia dúzia de biscateiros culturais. Lembrando da importância de não omitirmos ou termos receio do novo, do visitante seja o mesmo um soberano ou mesmo um plebeu.
Reafirmando a nossa filosofia cultural de convicção e decência, no direito étnico do nosso povo, fazendo intervenções urbanas em todas as produções de arte, tanto na estética como na representatividade da mesma perante a comunidade.
Todo artista é um político inato e naturalmente tem uma possibilidade de julgamento do mundo de forma diferenciada. Arte pelo povo e para o povo. Salão aberto nacional - concurso livre para monumentos públicos. Deixando claro que isso não é nenhum comportamento eloqüente.
Em intento ao trabalho de se fazer arte, na concepção mais sublime do Ser, é para mim uma conotação distribuída entre o perto (junto) do Astronauta e o longe (distar) do mesmo.
Portanto a formatação de um determinado conceito, sem o devido respaldo da procura do conhecimento, é uma imbecilidade sem precedentes, respondendo a uma racionalidade maquiada pela sociedade nos deveres do cotidiano da comunidade. Ficando em detrimento toda uma história, bem como todo o processo cultural desse mesmo grupo. Visto que este mesmo preconceito, é deliberado inclusive entre os próprios artistas, bem como no mercado de arte. Se dando atualmente ao luxo de ostentar esta ambigüidade vertente ao antagonismo criado entre nós e por nós mesmos, sem qualquer motivo ou base centralizada em uma verdade do não proceder, do não ter ética profissional.
Seria muito mais produtivo ( a ficar vergando o focinho para a labutação de outrem ), criar “labor” e usar o tempo dispendioso para inventar arte. Cuidando assim da própria vida. Esparramando primor e fazendo o diferencial da arte individual, para a concernência da beleza do coletivo. O momento é único em determinado espaço e abrangente em outro. De tal sorte, que viva ( que felicidade ) termos diferenças.
Sabemos que toda a obra de arte, tem em si, um compromisso com a auréola do lugar. O lugar onde ela foi produzida é o pasto fértil do momento da criação, da inspiração, e o autor a sua ferramenta consecutiva. Seja o autor (artista) quem seja, vindo de onde vier: acadêmico, autodidata, curioso ou denodado. E o meu atributo maior, nessa condição de artista, é o fato de querer em um momento de sonho, dar qualidade de trabalho; pois é isso que tem importância. Qualidade e o amor ao fim dos afins.
Qualificando a situação das artes plásticas, e de sua influência na construção crítica do conhecimento cultural, bem como o seu gosto e sua prática. Já que o mercado é livre e soberano; o artista produz a sua obra direcionada ao público que ele por si elegeu. E cada um tem o seu momento e o seu espaço ( É uma convicção legitima para criar). O artista produz o triste; um artista produz o antigo; outro artista produz o modernismo; o artista produz o comercial: e seu público percebe qualidade em seu trabalho e da reputação. E com essa seqüência de raciocínio, estaremos verificando que o argumento de sucesso é a personificação do criativo, do verdadeiro e do decente. Ademais, a obra é um precedente para a envergadura de aculturação.
Autor: MAMS